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Economia

Venda de bicicletas tem aumento considerável durante a pandemia

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Não restam dúvidas de que a pandemia do novo coronavírus é o maior evento do começo do Século XXI. Apesar de não sentirmos agora, o fato é que a crise despertou uma série de mudanças significativas na nossa sociedade, desde do ponto de vista econômico até preocupações de saúde e muito mais. Uma mudança de pouco destaque, mas que pode ter muito impacto no futuro, tem a ver com o aumento de vendas de bicicletas de todas as marcas, desde a Cannondale até a Caloi, no Brasil.

Para se ter uma ideia, o aumento de vendas de bicicletas na Grande São Paulo foi de 118%, um número muito considerável. Afinal, é seguro afirmar que as vendas de bicicletas dobraram durante o período da pandemia do novo coronavírus. Mas o que justifica esse crescimento no número de vendas das bicicletas? Muitos motivos.

A primeira das razões que explica porque houve um aumento das vendas de bicicletas durante a pandemia do novo coronavírus está, justamente, nas condições de proteção contra o vírus. Afinal, um dos cuidados adotados em massa para evitar a contaminação das pessoas pelo novo coronavírus foi justamente o de ficar em casa, protegido e longe de contato físico. Essa é, aliás, a única medida com 100% de eficácia contra o vírus. Afinal, sem contato com as outras pessoas é impossível ser infectado.

No entanto, ficar em casa 100% do tempo é muito difícil e exige muito da moral e da força de vontade das pessoas. Muitas precisam ir trabalhar, já que nem todas as empresas adotaram o home office e, em algumas profissões, isso é simplesmente impossível. Já outras pessoas sofrem com problemas de ansiedade de ficar muito tempo em casa (o Brasil é um dos países com mais casos de ansiedade no mundo já antes da pandemia). Nesse sentido, é necessário sair um pouco de casa, pegar ar fresco para poder combater o vírus da maneira correta, sem causar danos mentais.

Nesse sentido, a bicicleta aparece como um item muito importante para as pessoas, pois é versátil e traz melhorias na qualidade de vida em muitas áreas. Por exemplo, ela é recomendada pela OMS para ser usada como meio de transporte durante a pandemia, não só para evitar pegar o transporte público (que é mais arriscado), mas também porque uma boa pedalada consiste em um exercício físico que faz bem para o corpo e para a mente.

Em termos físicos, a pedalada garante uma boa quantidade de calorias sendo queimada, além de melhorar a resistência muscular, o sistema respiratório (essencial nesse momento), o sistema cardíaco e reduzir o colesterol, além de eliminar toxinas no corpo. Além disso, a pedalada também traz bem estar emocional e mental, garantindo que há um alívio significativo de estresse e as pessoas podem ficar mais felizes. Afinal, toda prática de exercícios físicos ajuda a soltar mais endorfina no corpo, que é o hormônio do prazer, conforto e tranquilidade.

Além disso, vale lembrar que a bicicleta é um meio seguro de andar pelas cidades brasileiras. É claro que a maior parte delas ainda não tem ciclovias em quantidades adequadas para que as pessoas possam adotar a bicicleta em maior número, mas é verdade que isso vem mudando aos poucos.

Aliás, essa é uma tendência global. Em países como o Japão, Dinamarca, Suécia e outros, há um crescimento considerável no uso de bicicleta por causa dos benefícios à saúde e da praticidade que ela traz para a vida da pessoa, que enfrenta menos trânsito e curte mais a cidade ao ir e voltar do trabalho.

Assim, não é uma surpresa que as vendas de bicicleta tenham aumentado no Brasil na pandemia. A esperança é que os números permaneçam assim para que a população viva com mais saúde.

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