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Economia

App que entrega tudo: desde remédios a comida, entenda o crescimento do Rappi

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O mercado de aplicativos de delivery segue em constante crescimento. De 2018 para 2019, o aumento no número de usuários foi de 20%, o que é extremamente significativo.

Com isso, são milhões de oportunidade de negócios geradas diariamente no Brasil inteiro. São milhares de entregadores trabalhando e levando o sustento para casa, milhares de negócios saindo do papel e tantos outros ganhos acontecendo por causa dos aplicativos.

Um dos mais populares no Brasil atualmente é o Rappi. Você provavelmente já viu um dos entregadores que trabalham com o aplicativo andando pela cidade, com a caixa laranja nas suas costas.

Originalmente desenvolvido na Colômbia, o Rappi se tornou uma das maiores febres dos últimos anos no Brasil não só por gerar muitas oportunidades de negócios para todos os envolvidos, mas por trazer uma vantagem que seus concorrentes não têm: ele entrega de tudo.

Exatamente: no Rappi não estão cadastrados apenas restaurantes. É possível fazer compra de mês em supermercado por lá, achar uma farmácia que entrega o remédio que você precisa, comprar ração para animais de estimação, brinquedos e muito mais.

Graças a essa flexibilidade de produtos, o Rappi atraiu uma grande quantidade de usuários nas principais cidades do país. Com muitos usuários, pôde atrair ainda mais restaurantes, farmácias, supermercados e outros tipos de estabelecimentos, criando um ciclo de crescimento constante, já que os dois pontos do espectro (consumidores e vendedores) se alimentam.

Um detalhe muito interessante do Rappi é que, com ele, é possível pedir comida inclusive de restaurantes, pizzarias e lanchonetes que não estão no aplicativo. Exatamente: até quem não está inscrito no app acaba vendendo por ele.

Isso porque o Rappi tem uma opção em que é possível customizar o pedido. Por exemplo, pedir uma pizza de calabresa na Pizzaria do Seu Gennaro, que não tem nenhuma opção de delivery atualmente e não está em nenhum aplicativo.

Nesse caso, o entregador vai até a Pizzaria do Seu Gennaro, compra a pizza e então leva para o cliente que fez o pedido.

Além das comidas, qualquer outro produto disponível no mercado pode ser comprado pelo aplicativo dessa forma, desde que esteja disponível na cidade e possa ser transportado.

Um cliente que precise de um maço de folhas sulfite para o escritório pode entrar no Rappi e digitar o pedido, recebendo a encomenda diretamente de um entregador.

Ou talvez um usuário do Rappi esqueceu de comprar um presente de aniversário para um amigo, filho ou esposa e agora precisa de uma alternativa antes de sair do trabalho.

Com o Rappi, ele pode escolher alguma coisa que o aniversariante goste (um jogo de videogame, uma joia, um martelo, bola de futebol, camiseta de time, etc.) e receber no seu trabalho e depois só levar para a festa.

Não é à toa, portanto, que o Rappi é conhecido como o aplicativo que entrega tudo. Porque, afinal de contas, ele entrega tudo mesmo, desde que seja possível de transportar pelos entregadores.

Além de produtos, o Rappi entrega também dinheiro pelo app RappiCash. O aplicativo especial é usado para quem precisa de alguma quantia específica de dinheiro, mas não consegue fazer a retirada no banco por qualquer motivo que seja.

Por exemplo, está no trabalho agora e não pode parar, não há nenhum caixa eletrônico por perto ou simplesmente perdeu o cartão de débito e não consegue sacar.

Basta fazer o pedido e inserir a quantia necessária e depois esperar o entregador chegar com a nota para suprir a sua necessidade. É claro que há um custo no delivery desse dinheiro, mas é um preço a se pagar por acessar a nota sem precisar ir até o banco.

Com tantas vantagens e comodidades, não é de se estranhar que o Rappi seja o aplicativo de delivery que mais cresce no Brasil e já desponta como um dos líderes do mercado, ameaçando os serviços próprios de delivery de diversas empresas do país.

Hoje em dia, o Rappi está tão grande que até guarda-chuva ele aluga para os seus usuários, com base em uma parceria com uma startup que aluga guarda-chuvas em São Paulo, capital paulista.

Por causa dessa relevância, o Rappi tem se tornado uma força que, inclusive, molda o comportamento dos consumidores. Se antes um casal costumava sair para jantar e ver um filme, hoje eles pedem algo no Rappi e assistam Netflix.

É claro que a startup colombiana não faz isso sozinha. O nosso exemplo já mostra que a Netflix e outros serviços de streaming fazem algo parecido com o entretenimento.

Além disso, os próprios concorrentes do Rappi atuam no mesmo mercado e adicionam peso a essa distorção no padrão do comportamento dos usuários até que esse se torne o novo normal.

Enquanto isso, mais e mais entregadores e empreendedores vão se beneficiando dos negócios, vendendo mais e usando a demanda concentrada do Rappi para aumentar o seu faturamento.

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Economia

Nova Lei do Gás deverá reduzir o preço dos produtos e dar competitividade

O deputado Alceu Moreira (MDB/RS) afirmou nesta terça-feira (9), em entrevista, que o novo Marco Legal do Gás Natural será importante para reduzir o preço dos produtos e dar competitividade à indústria nacional.

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Nova Lei do Gás deverá dar competitividade à indústria brasileira

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O deputado Alceu Moreira (MDB/RS) afirmou nesta terça-feira (9), em entrevista, que o novo Marco Legal do Gás Natural será importante para reduzir o preço dos produtos e dar competitividade à indústria nacional.

Na Câmara, onde a matéria tramita, há expectativa de votação da Nova Lei do Gás em Plenário nesta quinta-feira (11). Texto original aprovado na Câmara em setembro, sem as modificações feitas pelo Senado, atendem melhor às necessidades do setor produtivo
 
Segundo o parlamentar, a matriz energética brasileira atual traz custos muito caros, os quais seriam diminuídos com a expansão do mercado de gás natural. Na configuração atual, ele explica, o preço dos produtos é impactado pela energia mais cara no processo de fabricação, o que diminui a competitividade da indústria nacional no mercado externo.
 
“É um custo [da energia utilizada] que está no produto, que será reduzido e vai mudar nossa capacidade competitiva. O custo dessa energia é muito mais barato do que o custo contínuo da energia que nós temos hoje. A indústria nacional precisa de muitos movimentos como esse para que ela possa ter competitividade no mercado internacional, mas esse é, com certeza, um passo determinante”, avalia.

Veja como aprender mais sobre:

Votação da proposta

O texto original da proposta foi aprovado na Câmara e, posteriormente, no Senado. No entanto, com a adição de nove emendas pelos senadores, a proposta voltou para apreciação dos deputados, que precisam decidir se mantém ou não a nova redação. A tendência é que a Casa rejeite as alterações do Senado. O próprio relator do texto, deputado Laercio Oliveira (PP/SE), deu parecer favorável para rejeição de todas as emendas e trabalha para obter maioria na votação marcada para esta quinta.
 
Um dos pontos de maior tensão diz respeito aos critérios de classificação de gasodutos. Pela proposta da Câmara, a ANP seria a responsável pela classificação dos dutos de transporte. No entanto, o texto aprovado pelos senadores retirou essa competência, transferindo-a para os estados. 

“Há, por exemplo, gasodutos que têm características de transporte, mas eles estão dentro de um estado e, de alguma forma, se isso for colocado na mão dos entes estaduais, há o risco de criação de riscos de mercados regionais”, avalia Bernardo Sicsú, diretor de eletricidade da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel). 

Defensores da proposta original, o que inclui o governo federal e entidades que representam os consumidores de gás, argumentam, também, que o PL aprovado no Senado dificulta o acesso de terceiros às infraestruturas essenciais da cadeia do gás, como gasodutos de escoamento, terminais e unidades de tratamento.

O texto original previa que os ofertantes de gás teriam acesso facilitado a essas estruturas, o que aumentaria a competitividade no mercado.

Marco Legal do Gás

O PL, tratado como novo marco regulatório do gás natural, tenta facilitar a construção e ampliação de gasodutos pela iniciativa privada. A ideia é que as empresas que desejem explorar o serviço precisem apenas da autorização da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Atualmente, a legislação exige a concessão (em que a empresa precisa vencer um leilão promovido pelo governo).

O texto também viabiliza a quebra do monopólio da Petrobras no setor. A estatal é responsável por 100% da importação e 80% da produção do item no País. Com essas e outras medidas, especialistas esperam que novos agentes passem a atuar no setor, aumentando a competitividade e reduzindo o preço final do gás para as empresas e o consumidor final.


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