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Economia após pandemia: saiba quais setores podem mostrar recuperação

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É fato que a quarentena do novo coronavírus já tomou a maior parte do ano de 2020. Se pensarmos que entramos nela em meados de março (dois meses e meio, portanto) e já estamos em julho, isso significa que estivemos mais tempo em casa do que fora dela.

Além dos danos sanitários e mentais que essa situação causou (quem não está cansado de ficar em casa, mesmo sabendo que é necessário?), o vírus também modificou bastante o nosso cenário econômico.

Pensando nisso, como será a paisagem da economia após pandemia? Quais são os setores que podem mostrar uma recuperação assim que a quarentena acabar? É o que veremos no artigo de hoje!

O turismo será uma das áreas de destaque na economia após pandemia

Um dos principais segmentos da economia pós pandemia será o de turismo. Afinal, ele foi também um dos setores de maior baque por causa do novo coronavírus.

No entanto, o fato do turismo ter caído não tem nada a ver com a queda de demanda. Pelo contrário: é justamente o fato de que as pessoas estavam viajando tanto que fazia com que o coronavírus se espalhasse tão rapidamente.

Por isso, assim que a pandemia acabar e os aeroportos voltarem a funcionar, a expectativa é que o setor de turismo deverá ter um crescimento gigantesco, voltando praticamente ao normal.

Mesmo o fato de que algumas pessoas ficarão receosas de viajar mesmo após o fim da pandemia deverá ser anulado pelo cansaço mental causado pela longa quarentena.

Assim, todas as pessoas que trabalham direta ou indiretamente no segmento turístico (donos de hotéis, camareiras, pilotos de avião, lojistas e outros) deverão se beneficiar significativamente da recuperação econômica no fim da pandemia.

O setor de casamentos e festas deverá se beneficiar bastante do fim da quarentena

Outro setor que sofreu um baque significativo por causa da pandemia do novo coronavírus foi o de casamentos e festas em geral. No começo da quarentena, era comum ver histórias no jornal de casais que tiveram de adiar a cerimônia ou a fizeram pela Internet mesmo.

No entanto, o caso do setor de segmentos é parecido com o de turismo. A queda nos resultados nesse período não aconteceu por causa de uma diminuição de demanda, mas sim por causa da proibição dos eventos e aglomerações.

Por causa disso, a perspectiva é que o segmento de casamentos possa florescer normalmente quando a pandemia acabar. Na verdade, a expectativa é que hajam mais festas do que o normal por um tempo.

Isso porque o período pós-pandemia verá as festas que normalmente ocorreriam no período mais aquelas que foram adiadas. Portanto, os prestadores de serviço do segmento deverão se preparar para trabalhar dobrado assim que a quarentena acabar.

É o caso, por exemplo, do coral Piteri, especializado em apresentações para festas de casamento. Outros exemplos envolvem buffets, garçons, DJs, fotógrafos e vários outros tipos de prestadores de serviços.

O comércio geral deverá se recuperar na economia pós pandemia

No geral, o comércio sofreu um enorme baque durante a quarentena. Tanto é assim que o resultado obtido nesse período foi o pior em 20 anos! Não é à toa que a maior pressão para a reabertura da economia venha justamente de comerciantes de todos os tipos.

Na economia pós pandemia, a perspectiva é que o comércio volte a florescer por causa do retorno das atividades, mas principalmente por causa da baixa concorrência. Isso acontecerá porque muitas empresas tiveram de fechar as portas nesse período. A previsão, na verdade, é que 600 mil pequenos negócios, a maioria do segmento de comércio, faliu desde o início da quarentena.

Por causa disso, as opções de comércio leve serão menores no pós quarentena. Quem se sairá melhor por causa disso serão as grandes lojas de departamento, que puderam continuar funcionando por causa da grande estrutura online. Assim, elas estarão em bom estado para atacar o mercado com baixa concorrência no futuro próximo.

O setor imobiliário poderá se beneficiar bastante também

Um dos estados da economia após pandemia será de muita dívida emitida (as empresas terão usado muito crédito no mercado para sobreviver esse período) e de juros baixos. Basta ver como a Selic continua caindo. O objetivo disso é que o mercado possa gerar maior liquidez no pós-quarentena.

Com a liquidez em alta (ao se quitar dívidas) e os juros baixos, haverá um grande movimento de indução para a aquisição de bens duráveis especialmente do setor imobiliário (que será visto como uma ótima opção de investimento contra o baixo rendimento da Renda Fixa).

Por causa disso, a expectativa é que as construtoras e imobiliárias liderem o crescimento do PIB durante o retorno das atividades financeiras, vendendo imóveis com bastante facilidade. Isso será especialmente verdadeiro agora que as pessoas passaram tanto tempo em casa e perceberam que podem morar em um espaço melhor ou que podem se beneficiar de ter um apartamento mais amplo.

E aí, aprendeu o que esperar da economia após pandemia? Qual é a sua opinião sobre o assunto? Conte pra gente em um comentário abaixo!

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Nova Lei do Gás deverá reduzir o preço dos produtos e dar competitividade

O deputado Alceu Moreira (MDB/RS) afirmou nesta terça-feira (9), em entrevista, que o novo Marco Legal do Gás Natural será importante para reduzir o preço dos produtos e dar competitividade à indústria nacional.

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Nova Lei do Gás deverá dar competitividade à indústria brasileira

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O deputado Alceu Moreira (MDB/RS) afirmou nesta terça-feira (9), em entrevista, que o novo Marco Legal do Gás Natural será importante para reduzir o preço dos produtos e dar competitividade à indústria nacional.

Na Câmara, onde a matéria tramita, há expectativa de votação da Nova Lei do Gás em Plenário nesta quinta-feira (11). Texto original aprovado na Câmara em setembro, sem as modificações feitas pelo Senado, atendem melhor às necessidades do setor produtivo
 
Segundo o parlamentar, a matriz energética brasileira atual traz custos muito caros, os quais seriam diminuídos com a expansão do mercado de gás natural. Na configuração atual, ele explica, o preço dos produtos é impactado pela energia mais cara no processo de fabricação, o que diminui a competitividade da indústria nacional no mercado externo.
 
“É um custo [da energia utilizada] que está no produto, que será reduzido e vai mudar nossa capacidade competitiva. O custo dessa energia é muito mais barato do que o custo contínuo da energia que nós temos hoje. A indústria nacional precisa de muitos movimentos como esse para que ela possa ter competitividade no mercado internacional, mas esse é, com certeza, um passo determinante”, avalia.

Veja como aprender mais sobre:

Votação da proposta

O texto original da proposta foi aprovado na Câmara e, posteriormente, no Senado. No entanto, com a adição de nove emendas pelos senadores, a proposta voltou para apreciação dos deputados, que precisam decidir se mantém ou não a nova redação. A tendência é que a Casa rejeite as alterações do Senado. O próprio relator do texto, deputado Laercio Oliveira (PP/SE), deu parecer favorável para rejeição de todas as emendas e trabalha para obter maioria na votação marcada para esta quinta.
 
Um dos pontos de maior tensão diz respeito aos critérios de classificação de gasodutos. Pela proposta da Câmara, a ANP seria a responsável pela classificação dos dutos de transporte. No entanto, o texto aprovado pelos senadores retirou essa competência, transferindo-a para os estados. 

“Há, por exemplo, gasodutos que têm características de transporte, mas eles estão dentro de um estado e, de alguma forma, se isso for colocado na mão dos entes estaduais, há o risco de criação de riscos de mercados regionais”, avalia Bernardo Sicsú, diretor de eletricidade da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel). 

Defensores da proposta original, o que inclui o governo federal e entidades que representam os consumidores de gás, argumentam, também, que o PL aprovado no Senado dificulta o acesso de terceiros às infraestruturas essenciais da cadeia do gás, como gasodutos de escoamento, terminais e unidades de tratamento.

O texto original previa que os ofertantes de gás teriam acesso facilitado a essas estruturas, o que aumentaria a competitividade no mercado.

Marco Legal do Gás

O PL, tratado como novo marco regulatório do gás natural, tenta facilitar a construção e ampliação de gasodutos pela iniciativa privada. A ideia é que as empresas que desejem explorar o serviço precisem apenas da autorização da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Atualmente, a legislação exige a concessão (em que a empresa precisa vencer um leilão promovido pelo governo).

O texto também viabiliza a quebra do monopólio da Petrobras no setor. A estatal é responsável por 100% da importação e 80% da produção do item no País. Com essas e outras medidas, especialistas esperam que novos agentes passem a atuar no setor, aumentando a competitividade e reduzindo o preço final do gás para as empresas e o consumidor final.


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