Você sabe o que é o indicador IGP-M no mercado imobiliário? Se pretende comprar um imóvel em breve, então é importante saber, já que esse índice tem uma importância significativa em financiamentos e outros contratos imobiliários.

Atualmente, o sonho da casa própria é o sonho de consumo mais comum do brasileiro, ao lado da meta de comprar um automóvel. Além disso, vale mencionar que vivemos um excelente momento para realizá-lo, já que a taxa Selic está no seu menor valor da história.

Por isso, se você tem a meta de realizar o objetivo de comprar uma casa, precisa conhecer o que é o indicador IGP-M no mercado imobiliário agora mesmo. Vamos lá?

O que é o indicador IGP-M?

O IGP-M é um dos muitos indicadores e indexadores utilizados na economia brasileira, sendo particularmente útil para o segmento imobiliário. A sigla quer dizer Índice Geral de Preços do Mercado e a Fundação Getúlio Vargas (FGV) é a responsável pela elaboração do índice todos os meses. Para poder montá-lo, a universidade analisa uma série de preços nos mercados de Norte a Sul do país, além de usar outros índices de base para a análise.

Uma das características mais importantes do IGP-M é que ele não mostra somente a movimentação de preços no país considerando as atividades econômicas, mas também levando em consideração as etapas do processo produtivo no país. Assim, não é só o preço final no mercado, mas também o nível de atividade econômica nacional. É por isso, por exemplo, que em 2017 o IGP-M registrou uma deflação de 0,52%, enquanto o IPCA (que é o registro da inflação feito pelo IBGE) registrou um aumento de 2,95%.

O que é o indicador IGP-M no mercado imobiliário?

Como qualquer indicador econômico, o IGP-M é usado como referência para uma série de decisões mercadológicas, além de ajustes ou reajustes de preços e valores a serem pagos em contrato. Normalmente, o índice é mais usado no mercado imobiliário em 3 ocasiões diferentes.

A primeira delas é para ajustar o valor de parcelas de um contrato de compra e venda de imóvel em que o apartamento ou casa já está pronta e a construção já foi finalizada. Por exemplo, suponha que você queira comprar um apartamento em Araraquara. Se ele for um imóvel já finalizado, então é muito provável que o ajuste das parcelas do financiamento seja feito com base no IGP-M, já que essa é a prática padrão do mercado. Assim, os valores pagos por 20, 30 anos (que é o tempo de um financiamento imobiliário, normalmente) serão protegidos pela variação da atividade econômica nacional.

Se você comprar apartamento na planta, no entanto, o ajuste inicial não será feito pelo IGP-M e sim pelo INCC (Índice Nacional de Custo da Construção), que é um indicador que mede somente a variação dos preços de serviços e itens usados na construção civil (cimento, tijolos, etc.). A ideia é garantir que o ajuste será feito de modo a proteger a construtora de uma oscilação brusca no preço desses materiais durante a construção. Ou seja: garante que a construtora não sairá no prejuízo caso aconteça alguma situação e o cimento fique 400% mais caro antes da finalização da obra.

Depois que o apartamento foi construído, o Habite-se foi liberado e você pode se mudar, o contrato é alterado e o reajuste mensal das parcelas deixa de ser feito pelo INCC e passa a ser feito pelo IGP-M.

Existem outros usos do IGP-M?

Sim, existem. No próprio mercado imobiliário o IGP-M é usado para mais duas coisas em específico. A primeira delas é para reajustar o valor dos aluguéis. Nesse caso, entretanto, é considerado a variação anual do índice.

Isso significa que, por exemplo, em todo começo de janeiro o locador e o locatário devem conferir a variação do IGP-M no ano anterior e ajustar o valor cobrado de aluguel para que melhor reflita as condições do mercado.

Normalmente, quem aluga imóvel por imobiliárias têm esse serviço feito automaticamente, especialmente se o aluguel for cobrado via boleto bancário. Se for o caso, é provável que você receba uma descrição de tudo que é cobrado no boleto, incluindo a variação do IGP-M levada em consideração para formar o novo aluguel.

Já o terceiro e último uso do IGP-M no mercado imobiliário é para fazer um reajuste da conta de energia elétrica. Pois é: apesar de não aparecer na conta de luz, o preço base cobrado por cada kW consumido na conta é alterado anualmente com base na movimentação do IGP-M.

Pronto, agora você já sabe o que é o IGP-M no mercado imobiliário e tem mais informações para poder realizar o seu sonho da casa própria. Com esses dados, ficará mais fácil saber como se planejar financeiramente para adquirir um apartamento uma casa.

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