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Economia

Mercado odontológico é um dos que mais crescem no Brasil

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O mercado odontológico brasileiro é um dos maiores do mundo. Para se ter uma ideia, cerca de 20% de todos os dentistas que existem no planeta são brasileiros e atuam por aqui.

No entanto, também existem muitos dentistas nacionais que migram para morar em outros países e atuar profissionalmente por lá.

Antigamente, um dos principais destinos era Portugal, uma vez que existia uma lei que concedia equivalência automática dos diplomas universitários do Brasil em Portugal.

Mas como será que é a realidade do mercado odontológico português? Como os dois se comparam? Vejamos no artigo abaixo!

Como é o mercado odontológico no Brasil?

Se fossemos utilizar uma metáfora para descrever o mercado odontológico brasileiro, teríamos de escolher um lago muito grande, mas também muito cheio.

O mercado odontológico nacional é um dos maiores do mundo em todos os aspectos que se possa imaginar: temos o maior número de dentistas, um dos maiores números de clientes, mais vendas para o público, mais procedimentos e mais empresas diferentes.

O mercado nacional só não é o que mais movimenta dinheiro no setor odontológico no mundo (são R$38 bilhões todos os anos) por causa da desvalorização do Real frente outras moedas como o Euro ou o Dólar.

Isso faz com que o mercado brasileiro seja um dos principais para a atuação profissional. É, sem dúvidas, o maior dos lagos. Mas é, também, um lago cheio de peixes.

Temos 330 mil dentistas atuando no país neste momento, atendendo uma população que valoriza o setor, uma vez que 90% das pessoas admitem que o cuidado bucal é essencial.

Por isso, é um lago muito concorrido, mas que aparentemente ainda não chegou ao ponto em que a formação de novos dentistas começará a prejudicar o mercado e criar uma deflação local.

O que não é o caso em Portugal…

Como é o mercado odontológico em Portugal?

O mercado de saúde dentária em Portugal não tem a mesma robustez que o brasileiro, mas não é um setor subaproveitado também.

Portugal se beneficia do mercado conjunto da União Europeia, que é o segundo maior PIB do planeta. Por isso, as fabricantes de produtos, máquinas e serviços produzem pensando em todo o mercado interno europeu, o que gera um ganho de escala enorme.

Na prática, se fosse só para atender o pequeno mercado interno português, não haveria como produzir os mesmos produtos ao mesmo preço.

Por isso, podemos descrever o mercado de Portugal como um lago pequeno que é anexo e conectado a uma lagoa muito maior, que é a Europeia.

No entanto, esse lago vem se enchendo de peixes numa velocidade muito grande, a ponto de já chegar ao nível em que o setor entra em deflação interna e vem se prejudicando por causa disso.

De acordo com os dados da Entidade Reguladora da Saúde (ERS), o órgão responsável por regular o setor de saúde em Portugal, foram 1968 novas clínicas dentárias em Portugal entre 2016 e 2018, o equivalente a 55 novos empreendimentos por mês.

O número é tão alto que representa 30% de todos os consultórios odontológicos no país inteiro. Ou seja: o mercado de serviços dentários aumentou em praticamente 1 terço em apenas 3 anos.

Por causa desse aumento gigantesco de profissionais e de consultórios, os preços dos serviços passaram a cair em uma concorrência desenfreada (a tal deflação). Isso levou a prejuízos para os consumidores e para os profissionais.

O líder da Ordem dos Médicos Dentistas de Portugal afirmou em entrevista a um jornal que o alto número de consultórios, acima da capacidade do país, tem levado a publicidades enganosas e promessas de resultados que não chegam e prejudicam os consumidores e os próprios dentistas.

Para se ter uma ideia, um processo de destartarização feito por um dentista em Lisboa pode chegar a custar o mínimo de 20 euros em uma clínica “low-cost”. No entanto, deste valor, o dentista receberia apenas 4 euros.

Na prática, é claro que um profissional que ganha apenas 4 euros por um procedimento desses não terá a mesma atenção que um que ganha mais do que isso. Ele terá de agilizar o processo para encher a agenda e ganhar mais, o que prejudica todas as pessoas envolvidas.

Em Portugal, há um dentista para cada 1.033 habitantes, um número bem maior do que o recomendado pela OMS, que diz que o ideal é ter um dentista para cada 1500/2000 pessoas.

E aí, vale a pena atuar no mercado brasileiro ou no português?

Se você é um estudante de odontologia e quer saber se vale ou não a pena atuar no mercado brasileiro, saiba que sim, ainda é mais interessante ficar por aqui do que tentar o setor português.

Se você quer imigrar, no entanto, vale mais a pena aprender um idioma como o espanhol, o inglês ou outro e trabalhar em países como a Espanha, Canadá ou Austrália, que pagam melhores salários e não são mercados tão competitivos.

E aí, o que achou do artigo sobre o mercado odontológico brasileiro? Comente abaixo com a sua opinião!

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Economia

Nova Lei do Gás deverá reduzir o preço dos produtos e dar competitividade

O deputado Alceu Moreira (MDB/RS) afirmou nesta terça-feira (9), em entrevista, que o novo Marco Legal do Gás Natural será importante para reduzir o preço dos produtos e dar competitividade à indústria nacional.

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Nova Lei do Gás deverá dar competitividade à indústria brasileira

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O deputado Alceu Moreira (MDB/RS) afirmou nesta terça-feira (9), em entrevista, que o novo Marco Legal do Gás Natural será importante para reduzir o preço dos produtos e dar competitividade à indústria nacional.

Na Câmara, onde a matéria tramita, há expectativa de votação da Nova Lei do Gás em Plenário nesta quinta-feira (11). Texto original aprovado na Câmara em setembro, sem as modificações feitas pelo Senado, atendem melhor às necessidades do setor produtivo
 
Segundo o parlamentar, a matriz energética brasileira atual traz custos muito caros, os quais seriam diminuídos com a expansão do mercado de gás natural. Na configuração atual, ele explica, o preço dos produtos é impactado pela energia mais cara no processo de fabricação, o que diminui a competitividade da indústria nacional no mercado externo.
 
“É um custo [da energia utilizada] que está no produto, que será reduzido e vai mudar nossa capacidade competitiva. O custo dessa energia é muito mais barato do que o custo contínuo da energia que nós temos hoje. A indústria nacional precisa de muitos movimentos como esse para que ela possa ter competitividade no mercado internacional, mas esse é, com certeza, um passo determinante”, avalia.

Veja como aprender mais sobre:

Votação da proposta

O texto original da proposta foi aprovado na Câmara e, posteriormente, no Senado. No entanto, com a adição de nove emendas pelos senadores, a proposta voltou para apreciação dos deputados, que precisam decidir se mantém ou não a nova redação. A tendência é que a Casa rejeite as alterações do Senado. O próprio relator do texto, deputado Laercio Oliveira (PP/SE), deu parecer favorável para rejeição de todas as emendas e trabalha para obter maioria na votação marcada para esta quinta.
 
Um dos pontos de maior tensão diz respeito aos critérios de classificação de gasodutos. Pela proposta da Câmara, a ANP seria a responsável pela classificação dos dutos de transporte. No entanto, o texto aprovado pelos senadores retirou essa competência, transferindo-a para os estados. 

“Há, por exemplo, gasodutos que têm características de transporte, mas eles estão dentro de um estado e, de alguma forma, se isso for colocado na mão dos entes estaduais, há o risco de criação de riscos de mercados regionais”, avalia Bernardo Sicsú, diretor de eletricidade da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel). 

Defensores da proposta original, o que inclui o governo federal e entidades que representam os consumidores de gás, argumentam, também, que o PL aprovado no Senado dificulta o acesso de terceiros às infraestruturas essenciais da cadeia do gás, como gasodutos de escoamento, terminais e unidades de tratamento.

O texto original previa que os ofertantes de gás teriam acesso facilitado a essas estruturas, o que aumentaria a competitividade no mercado.

Marco Legal do Gás

O PL, tratado como novo marco regulatório do gás natural, tenta facilitar a construção e ampliação de gasodutos pela iniciativa privada. A ideia é que as empresas que desejem explorar o serviço precisem apenas da autorização da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Atualmente, a legislação exige a concessão (em que a empresa precisa vencer um leilão promovido pelo governo).

O texto também viabiliza a quebra do monopólio da Petrobras no setor. A estatal é responsável por 100% da importação e 80% da produção do item no País. Com essas e outras medidas, especialistas esperam que novos agentes passem a atuar no setor, aumentando a competitividade e reduzindo o preço final do gás para as empresas e o consumidor final.


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