rua sinalizada

A cada 1 hora, 5 pessoas morrem em um acidente de trânsito no Brasil, sem contar o número de pessoas que ficam feridas ou conseguem sair ilesas desse tipo de situação.

O número, apesar de estar em queda nos últimos anos, ainda é alto demais para o país, o que significa que muitas pessoas contam com alguém na família que se feriu ou faleceu em um acidente de trânsito.

Existem muitas atitudes que podem ser tomadas para diminuir o risco de acidentes fatais no país, desde algumas que são de responsabilidade do Poder Público, até outras que devem ser colocada em prática pelos próprios motoristas.

Ao Poder Público, por exemplo, cabe aprovar leis que incentivem o bom comportamento no trânsito, cuidar da qualidade das estradas para que elas não sejam fontes de acidente, fiscalizar a ação dos motoristas e investir em segurança nos veículos e nas ruas.

Aos motoristas, cabe prestar atenção no trânsito, dirigir de acordo com as regras, se proteger e cuidar da própria integridade, bem como da de outros.

No entanto, existe um elemento que une os dois lados da história na prevenção de acidentes: a sinalização viária.

A sinalização viária é composta por todos os elementos que informam algo ao motorista dentro de uma via de tráfego de carros. Ela é dividida em 6 principais grupos. São eles:

  • sinalização horizontal;
  • sinalização vertical;
  • sinalização luminosa;
  • sinalização gestual;
  • sinalização sonora;
  • dispositivos auxiliares de trânsito.

Destes 6 grupos de sinalização, o motorista convive diariamente com pelo menos 3, talvez mais dependendo de por onde trafega.

Os 3 mais comuns são a sinalização horizontal, vertical e luminosa, uma vez que são os mais usados para delimitar o tráfego, controlá-lo e informar os motoristas nas cidades brasileiras.

Os dispositivos auxiliares de trânsito também são muito usados, especialmente em rodovias, uma vez que são aplicados para auxiliar a resolver determinadas situações.

Já a sinalização gestual e sonora costuma ser mais aplicada quando há a presença de um guarda de trânsito na região, uma vez que são tipos de sinais reservados mais para esse profissional (embora também usados em outras situações).

A sinalização horizontal funciona como uma delimitação das vias de passagem no trânsito. São elas que determinam onde começam e terminam as vias, por onde é permitido ultrapassar ou não, quais são ruas de mão única e quais são de mão dupla, além de determinar por onde passam os pedestres e vagas de estacionamento.

Além de delimitar as opções de tráfego, a sinalização horizontal ainda é usada para transmitir mensagens, permitir a entrada e saída de vias em estradas maiores (normalmente usado para a entrada e saída dentro de uma rodovia) ou para passar mensagens aos motoristas.

Já a sinalização vertical é aquela composta por placas e tem como principal objetivo informar o motorista de vários itens. Ela é uma das mais importantes para prevenir acidentes, informando a velocidade máxima de algum lugar, obstáculos na pista, animais por perto, lombadas e outras situações de risco.

A sinalização luminosa, por sua vez, é composta por elementos que controlam o fluxo de carros em cruzamentos, como os semáforos. Ela ajuda a chamar a atenção dos motoristas e dizer quem pode e não pode avançar no trânsito. São essenciais para evitar acidentes e atropelamentos.

Os dispositivos auxiliares, por sua vez, são usados para complementar alguma situação que não é resolvida sozinha pelas outras sinalizações. Podem ser compostos por barreiras de proteção para impedir que carros entrem em calçadas, por exemplo, mas também por sinalização de mensagens ou de situações de risco (obras, desvios, etc.).

Por serem tão versáteis, são normalmente confundidos com outros tipos de sinalização, mas são essenciais para resolver situações fora do comum e prevenir muitos acidentes em ruas e estradas.

Já o guarda de trânsito, com a sinalização gestual e sonora, tem papel primordial em situações fora do normal, como acidentes em rodovias e engarrafamentos nas cidades. Sua função é ajudar a organizar o tráfego, com suas instruções ganhando prioridade sobre as outras sinalizações.

No entanto, por terem tanta influência, só são usados em situações muito específicas, já que o melhor tende a ser a automação da gestão do tráfego pela sinalização comum montada em cada região.

Para ajudar a evitar acidentes, é essencial que o Poder Público e os motoristas trabalhem em conjunto para aproveitar ao máximo a sinalização viária nas estradas e ruas das cidades brasileiras.

Com uma aplicação coerente e bem-feita dos dispositivos de sinalização por parte dos governos municipais, estaduais e federais, é possível informar corretamente ao motorista de todas as situações que ele terá de encontrar no seu caminho.

Bem informado e com atenção, por sua vez, o motorista poderá evitar situações que, outrora, seriam fontes férteis de acidentes. Assim, o trabalho em conjunto dos dois grupos de atores pode minimizar a quantidade de ocorrências nas estradas e ruas do país, salvando vidas no processo.

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