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Economia

Saiba quais dívidas podem ser renegociadas em tempos de pandemia

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A pandemia do novo coronavírus é muito mais complexa do que parece. Além de todo o dano sanitário causado por ela, ainda existe uma série de desdobramentos específicos que devem ser considerados para poder melhor entender a situação. Por exemplo, há toda uma complicação financeira por parte de empresas e pessoas nessa situação, uma vez que a pandemia coloca em risco a atividade econômica no país. Saiba quais dívidas podem ser renegociadas em tempos de pandemia a seguir!

Nos primeiros meses da pandemia, cerca de 700 mil negócios fecharam as portas no Brasil. Alguns retornaram, outros foram iniciados, mas o saldo ainda é negativo. Para se manter abertas, muitas empresas acabaram contraindo dívidas em linhas de crédito do governo para poder pagar salários e material para a produção. Isso sem falar nos negócios que já carregavam dívidas do passado e precisavam limpá-las.

Se você está nesse segundo grupo, precisa entender quais dívidas podem ser renegociadas em tempos de pandemia. Abaixo, algumas dicas dadas pela equipe da PAEE um projeto de apoio ao empreendedor em momentos de crise!

Quais dívidas podem ser renegociadas em tempos de pandemia

Financiamentos

Dívidas de financiamentos podem ser renegociadas em tempos de pandemia, desde que obedecendo a certos critérios. Elas são algumas das dívidas mais comuns que as empresas possuem, pois o financiamento é a forma mais fácil de conseguir fazer investimentos para renovar maquinário e outras formas de crescer.

Nesse caso, a renegociação do financiamento deve ser solicitada com o banco ou a financeira que cedeu o dinheiro. Basta entrar em contato e pedir por um renegociamento, especialmente por causa da pandemia do novo coronavírus. É claro que, no entanto, essa renegociação não sairá “de graça”, por assim dizer. A empresa fará ajustes de prazos de pagamento ou taxa de juros de acordo com as novas condições.

Por exemplo, se você precisar de parcelas menores, talvez terá de arcar com maior prazo para pagar ou juros maiores. As coisas vão se acertando na negociação de acordo com o que você precisar no momento.

Empréstimos

Empréstimos funcionam de maneira semelhante com os financiamentos, apesar de envolverem valores bem menores e em condições mais restritas. Basta entrar em contato com quem emprestou o dinheiro para tentar negociar novas condições de pagamento.

No entanto, é importante ter em mente que as empresas não são obrigadas a aceitar os termos de uma nova negociação. Pelo contrário, elas podem se recusar a aceitar a negociação se não concordarem com os termos. No entanto, agora com a pandemia, a maioria das empresas entende a condição complicada de todo mundo e tem sido relativamente compreensiva nas negociações.

Faltas de pagamento

O tipo de dívida mais difícil de renegociar na pandemia são as dívidas feitas por falta de pagamento. Elas podem acontecer quando deixamos de quitar um dinheiro com algum fornecedor ou não conseguimos pagar a folha de pagamento dos nossos colaboradores.

A dificuldade de renegociar essa dívida vem do fato de que não há mecanismo pré-existente para tal, ao contrário do financiamento e do empréstimo, em que os bancos possuem sistemas só para isso.

No entanto, ao mesmo tempo, as pessoas são mais compreensivas com as condições da pandemia nesse contexto. Isso significa que sentar e conversar ajuda bastante nessa hora. É claro que há um limite para a paciência e disposição das pessoas. Por exemplo, se a dívida é da folha de pagamento, é importante ter em mente que o dinheiro é essencial para a sobrevivência daquelas pessoas. Não dá para pedir para elas esperarem por três meses até você conseguir pagar, correto?

Por isso, é importante ter essa situação em mente na hora de priorizar o que você irá pagar. Quitar a folha de pagamento da empresa ou pagar fornecedores que dependem do dinheiro deve ser prioridade em relação a parcelas de um financiamento do banco.

Como renegociar dívidas na pandemia

Por fim, é importante saber como sentar para fazer a renegociação das dívidas contraídas na pandemia. O primeiro ponto para isso é entender qual é a taxa de juros que você tem hoje e como ela pode aumentar a sua dívida no longo prazo. Dependendo do valor, vale mais a pena pegar uma nova linha de crédito com juros menores e pagar todas as dívidas de uma vez, concentrando tudo nas parcelas desse empréstimo. Às vezes, sentar na mesa para negociar e dizer “Pago x de uma vez para encerrar a dívida” é mais eficaz e o credor pode aceitar esse tipo de opção.

Agora que você já sabe quais dívidas podem ser renegociadas em tempos de pandemia, é hora de começar a sentar na mesa de negociação com seus credores e tentar chegar ao melhor resultado possível. É claro que a situação da pandemia deixa todo mundo nervoso e querendo o melhor para si, mas é importante ter paciência, enxergar o outro lado e tentar chegar a um acordo que faça sentido para todos.

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Nova Lei do Gás deverá reduzir o preço dos produtos e dar competitividade

O deputado Alceu Moreira (MDB/RS) afirmou nesta terça-feira (9), em entrevista, que o novo Marco Legal do Gás Natural será importante para reduzir o preço dos produtos e dar competitividade à indústria nacional.

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Nova Lei do Gás deverá dar competitividade à indústria brasileira

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O deputado Alceu Moreira (MDB/RS) afirmou nesta terça-feira (9), em entrevista, que o novo Marco Legal do Gás Natural será importante para reduzir o preço dos produtos e dar competitividade à indústria nacional.

Na Câmara, onde a matéria tramita, há expectativa de votação da Nova Lei do Gás em Plenário nesta quinta-feira (11). Texto original aprovado na Câmara em setembro, sem as modificações feitas pelo Senado, atendem melhor às necessidades do setor produtivo
 
Segundo o parlamentar, a matriz energética brasileira atual traz custos muito caros, os quais seriam diminuídos com a expansão do mercado de gás natural. Na configuração atual, ele explica, o preço dos produtos é impactado pela energia mais cara no processo de fabricação, o que diminui a competitividade da indústria nacional no mercado externo.
 
“É um custo [da energia utilizada] que está no produto, que será reduzido e vai mudar nossa capacidade competitiva. O custo dessa energia é muito mais barato do que o custo contínuo da energia que nós temos hoje. A indústria nacional precisa de muitos movimentos como esse para que ela possa ter competitividade no mercado internacional, mas esse é, com certeza, um passo determinante”, avalia.

Veja como aprender mais sobre:

Votação da proposta

O texto original da proposta foi aprovado na Câmara e, posteriormente, no Senado. No entanto, com a adição de nove emendas pelos senadores, a proposta voltou para apreciação dos deputados, que precisam decidir se mantém ou não a nova redação. A tendência é que a Casa rejeite as alterações do Senado. O próprio relator do texto, deputado Laercio Oliveira (PP/SE), deu parecer favorável para rejeição de todas as emendas e trabalha para obter maioria na votação marcada para esta quinta.
 
Um dos pontos de maior tensão diz respeito aos critérios de classificação de gasodutos. Pela proposta da Câmara, a ANP seria a responsável pela classificação dos dutos de transporte. No entanto, o texto aprovado pelos senadores retirou essa competência, transferindo-a para os estados. 

“Há, por exemplo, gasodutos que têm características de transporte, mas eles estão dentro de um estado e, de alguma forma, se isso for colocado na mão dos entes estaduais, há o risco de criação de riscos de mercados regionais”, avalia Bernardo Sicsú, diretor de eletricidade da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel). 

Defensores da proposta original, o que inclui o governo federal e entidades que representam os consumidores de gás, argumentam, também, que o PL aprovado no Senado dificulta o acesso de terceiros às infraestruturas essenciais da cadeia do gás, como gasodutos de escoamento, terminais e unidades de tratamento.

O texto original previa que os ofertantes de gás teriam acesso facilitado a essas estruturas, o que aumentaria a competitividade no mercado.

Marco Legal do Gás

O PL, tratado como novo marco regulatório do gás natural, tenta facilitar a construção e ampliação de gasodutos pela iniciativa privada. A ideia é que as empresas que desejem explorar o serviço precisem apenas da autorização da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Atualmente, a legislação exige a concessão (em que a empresa precisa vencer um leilão promovido pelo governo).

O texto também viabiliza a quebra do monopólio da Petrobras no setor. A estatal é responsável por 100% da importação e 80% da produção do item no País. Com essas e outras medidas, especialistas esperam que novos agentes passem a atuar no setor, aumentando a competitividade e reduzindo o preço final do gás para as empresas e o consumidor final.


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