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Economia

Dólar é opção para investir em 2021, mesmo com desvalorização do real

O alto patamar do dólar hoje pode deixar o investidor em moeda estrangeira ressabiado quanto ao futuro da moeda em 2021. Girando atualmente próximo a R$ 5,20, a moeda demonstra a forte desvalorização do real no cenário atual. Qualquer crescimento da moeda brasileira pode representar perda para quem adquirir dólar atualmente.

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O alto patamar do dólar hoje pode deixar o investidor em moeda estrangeira ressabiado quanto ao futuro da moeda em 2021. Girando atualmente próximo a R$ 5,20, a moeda demonstra a forte desvalorização do real no cenário atual. Qualquer crescimento da moeda brasileira pode representar perda para quem adquirir dólar atualmente.

A expectativa para o próximo ano é boa para o real, considerando a entrada da vacina no país que tende a limitar os danos causados pela pandemia. Tudo vai depender da condução que o governo federal dará ao plano de vacinação em massa.

A expectativa do mercado é de alguma valorização do real frente ao dólar para 2021. Se o teto de gastos públicos for mantido e não forem apresentadas grandes reformas, a previsão é de que o dólar varie entre R$ 4,40 e R$ 4,80, com taxa Selic chegando a mais ou menos 4% ao ano em 2021. 

Ainda assim, o dólar segue sendo uma boa opção para os investidores que buscam proteção de patrimônio ou diversificação da carteira de investimentos. No entanto, esse tipo de operação não é tão simples quanto parece e é preciso buscar conhecimento do mercado para que prejuízos possam ser evitados.

O que considerar

Para os grandes investidores brasileiros, o dólar é um refúgio seguro para proteger a carteira de investimento diante das constantes crises econômicas pelas quais o país passa. Cenário político-econômico e a geopolítica são alguns dos fatores que impactam o mercado financeiro, o que torna difícil garantir estabilidade ao investidor brasileiro.

A primeira questão ao se investir em dólar é ter em mente que se trata de uma aplicação em renda variável. Isso significa que o aporte feito na compra de dólares – papel moeda ou ações – está sujeito a uma dinâmica intensa e arriscada.

As economias feitas para a reserva de emergência devem ficar de fora dessa estratégia. O ideal é investir pequenas quantias que não farão falta para os objetivos de curto e de médio prazos.

Não há garantias de ganhos constantes. O que manda nesse mercado são as probabilidades. A regra é garantir que os lucros sejam grandes e as perdas pequenas. De forma geral, é preciso comprar dólar quando a moeda está em baixa e vender na alta.

Parece simples, mas é preciso comprometimento e isso significa acompanhar o preço do dólar em tempo real para tomar decisões mais acertadas. Entender o processo de compra e venda de dólar também é crucial para o sucesso desse tipo de operação. Uma ajuda especializada será necessária para que as movimentações sejam mais assertivas e os riscos reduzidos.

Tipos de investimento

Há muitas opções para se investir na moeda mais forte do mundo e o cardápio atende tanto aos investidores mais arrojados como aqueles mais conservadores que desejam ter um patrimônio dolarizado.

Papel moeda

O papel moeda costuma ser a porta de entrada para quem começa a investir em dólar, mas está longe de ser a alternativa mais lucrativa. O principal atrativo desse processo é a facilidade de obtenção do dinheiro em espécie. Basta ir a um banco, casa de câmbio ou instituição financeira especializada e confiável e adquirir os papeis moeda norte-americanos.

Essas instituições tendem a cobrar taxas altas e contam com um spread expressivo, que é diferença entre os valores de compra e venda do dólar. Isso encarece consideravelmente a operação, que ainda exige o pagamento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e outras taxas adicionais.

É preciso ainda considerar os riscos de transportar essas quantias em espécie em um país como o Brasil em que os índices de violência são altos. Há a possibilidade de roubo, perda ou mesmo de o papel moeda estragar. O ideal é usar essa alternativa apenas em situações específicas como para garantir os gastos durante uma viagem internacional.

Mercado futuro

Para quem pretende investir em dólar para viabilizar projetos de médio ou longo prazo, o mercado futuro pode ser uma boa alternativa. Nesse tipo de operação é estabelecido um compromisso de compra e venda de ativos a um preço estipulado a ser pago em um prazo pré-determinado. O que é negociado aqui não é o produto propriamente, mas a expectativa de valorização daquele ativo em um período específico.

Essa é uma operação especulativa arriscada, mas permite que o investidor vá além das ações. Por meio do mercado futuro, é possível investir diretamente em commodities como milho, café e soja, bem como em moedas como o dólar ou iene ou índices como o Bovespa e o Nikkei 225.

Brazilian Depositary Receipts (BDR)

Essa é uma maneira de investidores brasileiros apostarem em empresas americanas sem que seja necessário abrir uma conta em instituições internacionais. As BDRs funcionam como fundos de investimentos, por meio dos quais o investidor passa a ter direito a receber parte dos dividendos de determinada empresa.

Quem opta por uma BDR não se torna sócio da companhia, mas adquire quinhões de grandes empresas listadas na Bolsa de Valores americana como: Netflix, Amazon, Microsoft entre outras.

Fundos cambiais

Esse tipo de investimento permite aplicações e resgates de uma forma simples. Eles contam com um gestor especializado para orientar os aportes e as retiradas, indicando as melhores opções de investimento.

Esse é um procedimento que também envolve custos como Imposto de Renda, IOF e taxa de administração, mas esses valores ainda são menores do que o spread e as taxas cobradas pelas casas de câmbio.


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Economia

Nova Lei do Gás deverá reduzir o preço dos produtos e dar competitividade

O deputado Alceu Moreira (MDB/RS) afirmou nesta terça-feira (9), em entrevista, que o novo Marco Legal do Gás Natural será importante para reduzir o preço dos produtos e dar competitividade à indústria nacional.

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Nova Lei do Gás deverá dar competitividade à indústria brasileira

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O deputado Alceu Moreira (MDB/RS) afirmou nesta terça-feira (9), em entrevista, que o novo Marco Legal do Gás Natural será importante para reduzir o preço dos produtos e dar competitividade à indústria nacional.

Na Câmara, onde a matéria tramita, há expectativa de votação da Nova Lei do Gás em Plenário nesta quinta-feira (11). Texto original aprovado na Câmara em setembro, sem as modificações feitas pelo Senado, atendem melhor às necessidades do setor produtivo
 
Segundo o parlamentar, a matriz energética brasileira atual traz custos muito caros, os quais seriam diminuídos com a expansão do mercado de gás natural. Na configuração atual, ele explica, o preço dos produtos é impactado pela energia mais cara no processo de fabricação, o que diminui a competitividade da indústria nacional no mercado externo.
 
“É um custo [da energia utilizada] que está no produto, que será reduzido e vai mudar nossa capacidade competitiva. O custo dessa energia é muito mais barato do que o custo contínuo da energia que nós temos hoje. A indústria nacional precisa de muitos movimentos como esse para que ela possa ter competitividade no mercado internacional, mas esse é, com certeza, um passo determinante”, avalia.

Veja como aprender mais sobre:

Votação da proposta

O texto original da proposta foi aprovado na Câmara e, posteriormente, no Senado. No entanto, com a adição de nove emendas pelos senadores, a proposta voltou para apreciação dos deputados, que precisam decidir se mantém ou não a nova redação. A tendência é que a Casa rejeite as alterações do Senado. O próprio relator do texto, deputado Laercio Oliveira (PP/SE), deu parecer favorável para rejeição de todas as emendas e trabalha para obter maioria na votação marcada para esta quinta.
 
Um dos pontos de maior tensão diz respeito aos critérios de classificação de gasodutos. Pela proposta da Câmara, a ANP seria a responsável pela classificação dos dutos de transporte. No entanto, o texto aprovado pelos senadores retirou essa competência, transferindo-a para os estados. 

“Há, por exemplo, gasodutos que têm características de transporte, mas eles estão dentro de um estado e, de alguma forma, se isso for colocado na mão dos entes estaduais, há o risco de criação de riscos de mercados regionais”, avalia Bernardo Sicsú, diretor de eletricidade da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel). 

Defensores da proposta original, o que inclui o governo federal e entidades que representam os consumidores de gás, argumentam, também, que o PL aprovado no Senado dificulta o acesso de terceiros às infraestruturas essenciais da cadeia do gás, como gasodutos de escoamento, terminais e unidades de tratamento.

O texto original previa que os ofertantes de gás teriam acesso facilitado a essas estruturas, o que aumentaria a competitividade no mercado.

Marco Legal do Gás

O PL, tratado como novo marco regulatório do gás natural, tenta facilitar a construção e ampliação de gasodutos pela iniciativa privada. A ideia é que as empresas que desejem explorar o serviço precisem apenas da autorização da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Atualmente, a legislação exige a concessão (em que a empresa precisa vencer um leilão promovido pelo governo).

O texto também viabiliza a quebra do monopólio da Petrobras no setor. A estatal é responsável por 100% da importação e 80% da produção do item no País. Com essas e outras medidas, especialistas esperam que novos agentes passem a atuar no setor, aumentando a competitividade e reduzindo o preço final do gás para as empresas e o consumidor final.


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