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Implementação da LGPD é adiada para 2021: Entenda por quê

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Devido aos impactos ocasionados pela pandemia de Covid-19 a implementação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) foi adiada para 2021.

Oficialmente após idas e vindas a lei deveria entrar em vigor em agosto de 2020, mas o Brasil está passando por uma situação delicada epidemiológica e economicamente falando.

Com isso as empresas vêm enfrentando grandes dificuldades para realizar mudanças de qualquer tipo, incluindo a readequação às normas exigidas pela LGPD.

A sanção da Lei foi feita em 2018 por Michel Temer, mas a sua implantação já foi adiada algumas vezes.

Nesse artigo você verá muitas informações importantes sobre a lei, as suas implicações e a situação na qual as atuais mudanças foram aprovadas.

O que é a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD)?

A Lei 13.709 conhecida como LGPD foi sancionada em agosto de 2018 pelo presidente Michel Temer, com o intuito de regulamentar a forma como os dados pessoais são tratados pelas companhias públicas e privadas do país.

Dessa forma a lei surgiu para auxiliar no combate à utilização indevida dos dados que são fornecidos em cadastros e formulários.

Isso seria feito porque o portador dos dados deveria ser avisado sobre a forma como as suas informações pessoais seriam usadas, sendo necessária a permissão para a sua utilização e transferência de uma empresa para a outra.

A pandemia de Covid-19 atrasa a implementação da LGPD.

Anteriormente a implementação da LGPD já havia sido adiada devido à falta de adequação da maior parte das empresas frente às exigências da lei.

Antes mesmo da pandemia chegar ao país 85% das empresas ainda não haviam feito as mudanças necessárias devido principalmente à falta de dinheiro para isso.

Então após março, com o fechamento do comércio, alta do dólar e queda das bolsas de valores o Brasil entrou em uma recessão econômica que pode ser a pior da história.

Por isso o ambiente e a situação do país são totalmente desfavoráveis à implementação da LGPD nesse momento.

Além disso deve-se considerar que a pandemia provocará uma série de transformações profundas nas relações de trabalho e na forma como as pessoas e empresas se comportam.

Por isso é necessário aguardar ainda algum tempo para que a situação econômica do país se estabilize.

Somente após algum tempo será possível e justo exigir que as empresas façam adequações para a segurança no tratamento dos dados dos clientes.

Sendo assim é possível inclusive que a LGPD venha a sofrer ainda mais um, ou talvez até mesmo alguns adiamentos após esse.

Quais são as exigências da LGPD para o tratamento de dados?

Por exigir alterações com relação à segurança e uso adequado dos dados de clientes, a LGPD exige que as empresas façam adequações estruturais, bem como em sua política interna.

Primeiramente é necessário que a empresa faça um diagnóstico detalhado de toda a equipe de Tecnologia da Informação, independentemente de ela ser própria ou terceirizada, com o intuito de analisar o risco e os impactos provocados pelas novas regras.

Somente assim é possível detectar pontos de vulnerabilidade e fazer um elenco das mudanças mais urgentes a serem implementadas.

A LGPD se aplica ao cPanel também, porque as empresas possuem clientes diretos e indiretos cujas informações pessoais são coletadas ou processadas por serviços de hospedagem.

Além disso é necessário que a empresa reveja o seu corpo, para determinar se existem colaboradores suficientes para manipular e tratar adequadamente os dados.

É muito provável que a maior parte das empresas tenha que passar por processos de contratação de novos profissionais, especializados nessa área.

Além disso será preciso que as organizações passem por uma revisão das políticas internas e criação de novas regras, que facilitem o gerenciamento e a proteção dos dados de maneira adequada.

Outra questão importante é que as empresas deverão passar por transformações completas, inclusive envolvendo a sua cultura.

Com isso todos os colaboradores deverão incorporar as novas regras à rotina de trabalho, para que os dados passem a ser tratados com muito mais cuidado e respeito.

Para isso se faz necessário que os gestores estejam envolvidos com a causa e, que façam reuniões para discutir a implementação das mudanças o mais rápido quanto for possível.

Dessa forma todos os colaboradores se envolvem no processo, permitindo que todas as transformações sejam vistas de forma positiva e implementadas sem empecilhos.

Conclusão

Apesar de ser de grande importância para que haja maior segurança e privacidade no tratamento de dados no Brasil, a implementação da LGPD exige que as empresas passem por profundas transformações.

Isso exige grande gasto de dinheiro do caixa, que a maior parte não tem à disposição. Para agravar ainda mais a situação a pandemia de Covid-19 chega abalando a economia do país de maneira intensa.

Por isso a implementação da LGPD é adiada para 2021, podendo ainda passar por mais mudanças nos próximos meses. Tudo vai depender de como será o futuro próximo do país.

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Como vender no Linkedin?

Fundado há 17 anos, o Linkedin é a maior rede social voltada para relacionamentos profissionais do mundo, mas será que tem como vender no Linkedin?
Pois, bem, o Linkedin tem aproximadamente 690 milhões de usuários, 43 milhões só no Brasil.
Sua missão inicial era conectar profissionais em âmbito global, para torná-los mais competitivos e bem-sucedidos.

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Como vender no Linkedin? Um checklist para vender no Linkedin

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Fundado há 17 anos, o Linkedin é a maior rede social voltada para relacionamentos profissionais do mundo, mas será que tem como vender no Linkedin?

Pois, bem, o Linkedin tem aproximadamente 690 milhões de usuários, 43 milhões só no Brasil.

Sua missão inicial era conectar profissionais em âmbito global, para torná-los mais competitivos e bem-sucedidos.

A plataforma oferece conexão com profissionais e empresas de todo o mundo, marketing das empresas (perfil das empresas), marketing pessoal (perfil do profissional), cursos (conteúdos), informações do mercado de trabalho e da economia nos mais diversos segmentos, recrutamento e seleção de talentos profissionais, oportunidades de emprego em diversos portes de empresas e busca por leads para o trabalho comercial de prospecção.

Uma boa prática comercial de prospecção, por exemplo, é buscar no linkedin informações sobre preferências, tendências e até mesmo o nome da pessoa responsável a ser abordada, de uma determinada empresa (o “tomador de decisão”).

Mas e se o propósito for vender, pode?

Sim, claro que pode. Há uma ferramenta própria para isto dentro da plataforma, o Sales Navigator, que conecta compradores a vendedores (ferramenta paga, com o preço de R$ 239,99 mensais).

Mas temos que entender o contexto antes de traçar uma estratégia demasiadamente agressiva e invasiva.

O ambiente é totalmente profissional, o maior destaque se dá entre as empresas de grande porte, portanto o recomendado é que sigamos os padrões de etiqueta profissional do corporativo.

O ambiente é o B2B (empresa vendendo para empresa)

Se o objetivo for a venda B2C (empresa para consumidor final), este não é o ambiente mais apropriado.

O motivo é bem simples, o Linkedin é um ambiente de trabalho, onde os profissionais estão ali representando as empresas onde trabalham, tratando de assuntos profissionais e não pessoais. Eles não estão ali para fazerem compras pessoais.

Precisamos respeitar tanto os profissionais quanto o ambiente, ok?

A plataforma já deixou de servir apenas para procurar emprego há tempo. Claro que existem desempregados na rede em busca de networking e vagas, sendo um pilar importante de cursos como o Profissão HomeOffice, porém a plataforma passou a ter um propósito muito mais focado no compartilhamento de conteúdo e experiências.

No ambiente B2B também abordaremos pessoas, profissionais em expediente de trabalho, porém oferecemos produtos e/ou serviços que melhorem as condições atuais das empresas em que eles trabalham.

Oferecemos vantagens, onde o profissional abordado precisará perceber valor naquilo que oferecemos.

Precisará enxergar, dentro da nossa storytelling (técnica de marketing que descreve a história sobre o produto ou serviço que estamos anunciando), um momento futuro, imaginando a utilização prática daquilo que estamos ofertando e percebendo os benefícios que ele e sua empresa irão usufruir.

Entende?

O ambiente é profissional e estamos ali, como consultores comerciais, para oferecer a melhor solução para a empresa que o nosso interlocutor trabalha.

Somos solucionadores de problemas, agentes que transformam dores em desejos realizados, medos e sonhos realizados.

A abordagem é sutil e atrativa, simples e objetiva, segura e precisa.

Para executar a melhor estratégia de abordagem, é necessário cumprir com todas as peculiaridades de um eficiente processo comercial (matéria vasta que podemos tratar em outra ocasião).

Sem entrar no tema processo comercial, apenas dando um alerta, este não é um ambiente para representarmos qualquer empresa, qualquer produto e utilizando qualquer argumento.

Nossos interlocutores são altamente profissionais, treinados, capacitados para tomar as melhores decisões de compra e/ou parceria e só o farão se realmente a nossa empresa for boa, o nosso produto ou serviço for bom, a nossa proposta for boa e, principalmente, se de fato irá contribuir com a melhoria da empresa que ele representa.

Podemos até ordenar um checklist para isso!

Checklist de como vender no Linkedin:

  1. Sua empresa, ou a empresa que representa, tem condições de atender uma grande empresa?
  • O perfil da sua empresa e o seu perfil do Linkedin são bem feitos, bem apresentados e causam boa impressão (está dentro do padrão corporativo)?
  • O que tem para vender agregará valor, de verdade, à empresa compradora?
  • Seu produto ou serviço é realmente bom? Você compraria se estivesse no lugar do seu interlocutor? Por qual(is) motivo(s)?
  • Você estudou bastante a empresa e a pessoa que você vai abordar?
  • Como você irá causar uma transformação positiva para o seu interlocutor e/ou para a empresa que ele representa com o seu produto ou serviço (qual a dor e/ou o medo que você solucionará e transformará em desejo e/ou sonho realizados)?
  • Caso tenha um superior imediato, já debateu com ele a melhor estratégia de abordagem (pode ser com o seu sócio ou com a sua equipe, dependendo do seu projeto)?
  • Revise quantas vezes for preciso o seu script de abordagem, se certificando que ele é simples, objetivo e curto. Você não vai vender seu produto logo na abordagem, o seu objetivo inicial é agendar uma reunião para apresentação do seu projeto, produto ou serviço.

Dicas de ouro para vender no Linkedin:

  1. Neste ambiente não basta ser um simples vendedor, aqui “o buraco é mais embaixo”.

Aqui temos que ser consultores comerciais, autoridades no assunto, conhecedores engajados e repletos de informações relevantes para compartilhar com nossos clientes.

O ambiente é profissional e nós somos profissionais altamente qualificados.

  • Foco, simplicidade, objetividade e firmeza (segurança) nas conversas.
  • Assim que possível, pegue o telefone do interlocutor.

O ideal é criarmos conexão com ele, de preferência agendando uma reunião presencial.

Estamos o interrompendo e pedindo algo a ele sim, uma reunião. Mas o intuito é ajudá-lo,e entregá-lo algo que ele ainda não tem e que irá ajudá-lo de alguma forma, agregaremos valor.

  • O tratamento é de igual para igual. Partiremos sempre do princípio de que ele é um excelente profissional e nós também somos.

Sempre com respeito e educação, mas em mesmo pé de igualdade.

  • Se possível, utilizamos a ferramenta Sales Navigator, “joguemos com a regra debaixo do braço”. Assim ninguém questionará a nossa ética.

Reflita sobre os Números do Linkedin:

– 2003, o ano em que foi criado.

– 2011, ano em que chegou ao Brasil.

– 690 milhões de usuários no mundo.

– 43 milhões de usuários no Brasil.

– 100 mil novos perfis por semana.

– 2 milhões de posts, vídeos e artigos no feed da plataforma a cada dia.

– 4 milhões de empregos foram concretizados via Linkedin.

– US$ 26,2 bilhões foi o valor pago pela Microsoft , em 2016, para comprar o Linkedin. (fonte: Isto é Dinheiro, matéria de 22/05/2020)


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