tecnologia jurídica

A cada grande ciclo de inovação tecnológica, o mesmo debate sobre como a tecnologia pode substituir tarefas mecânicas e repetitivas chega a diversos ramos da atividade comercial no Brasil e no mundo.

Nos anos 80 e 90, a conversa foi sobre como o computador faria isso ao substituir o trabalho de datilografar uma peça jurídica. Depois, nos anos 90 e 2000, foi como a Internet (e a conexão de banda larga) substituiria a pesquisa legal.

Agora, diversas novas tecnologias surgem para otimizar ainda mais o tempo de ação de um advogado, promotor, juiz ou qualquer outro profissional do Direito.

Mas como será que essas tarefas são substituídas? Há perigo de algum dia os substituídos serem os advogados? Para engajar com o debate, siga a leitura do artigo até o fim.

Como a tecnologia pode substituir tarefas mecânicas no Direito?

O avanço tecnológico é algo constante em todas as áreas humanas, mesmo que não gostemos ou percebamos esse efeito. Basta olhar para a rotina diária de um advogado hoje em dia e compará-la com a de um profissional do Direito em 2000, 1990, 1980 e 1970, talvez até mais longínquo.

Por exemplo, hoje em dia, um profissional do Direito chega  no seu escritório às 7h30 já ao telefone, respondendo demandas de clientes e e-mails de trabalho. Abre o computador e pega o template de uma petição. Preenche com os dados do cliente, confere o conteúdo, imprime e assina.

Pronto. São 7h45 e o primeiro documento do dia já está pronto. Só então ele vai tomar uma xícara de café.

Agora compare com um mesmo profissional da área em 1970. Pode até ser que o advogado chegasse ao escritório às 7h30, mas não estaria ao telefone pois não havia celulares. Tampouco computadores para checar e-mails.

A primeira tarefa seria diretamente o café. Depois, uma leitura no jornal e na atualização de qualquer decisão jurídica. Só após isso o advogado datilografava uma petição e iria ao fórum às 10 horas (depois de algumas cópias com falhas) para apresentá-la.

É fato que a tecnologia já substituiu muitas das tarefas repetitivas que os profissionais do Direito faziam há 2, 3 ou 4 décadas. Por que não seria diferente?

Atualmente, a grande diferença das mudanças do passado para a transformação que estamos passando é que ela é essencialmente digital.

Explica-se: antigamente, as mudanças eram todas apresentadas por uma mudança física, de hardware. O datilógrafo foi substituído pelo computador, que eventualmente passou a acessar a Internet.

Agora, no entanto, as mudanças são todas digitais. São algoritmos treinados e especificados para substituir ações repetitivas e monótonas dentro do ambiente de trabalho jurídico.

Quais tarefas já são substituídas hoje em dia?

Para ajudar a entender como a tecnologia substitui diversas tarefas monótonas e rotineiras no dia a dia de um advogado, vejamos um exemplo básico de uma das principais tarefas do melhor software jurídico do mercado atualmente.

O SAJ ADV é um programa para advogados que executa uma série de funções imperdíveis e que substituem várias das tarefas mais rotineiras de um profissional do Direito.

Uma das principais funções que o software jurídico performa é a captura automática de atualizações em processos no sistema do Judiciário com base no número de registro do advogado na OAB.

Os robôs digitais do software ficam acompanhando a cada segundo o sistema do Judiciário e sempre que uma atualização é lançada, eles a capturam e enviam para o programa, que passa a exibir para o advogado em qualquer lugar ou momento, no celular ou no computador.

Na prática, o profissional ganha horas mensais para investir em seu trabalho ou na sua captação como profissional.

Imagine, por exemplo, que um advogado gaste 30 segundos para pesquisar no sistema do Judiciário novidades sobre cada um dos 15 processos que ele atualmente conduz para seus clientes.

São, portanto, 7,5 minutos gastos nisso todos os dias. Se ele fizer uma consulta de manhã, uma depois do almoço e uma antes de ir para casa, são 22,5 minutos por dia. Em 22 dias de trabalho mensais, gastará 495 minutos, o que equivale a 8,25 horas.

Incrível, não é mesmo?

Qual a perspectiva de futuro em curto, médio e longo prazo?

A perspectiva, especialmente considerando que deveremos ter cerca de 2 milhões de advogados atuando em 2023 com base na atual taxa de aprovação no Exame da OAB, é que os profissionais do Direito precisarão ser cada vez mais eficientes em seus trabalhos, isso é: aquele que fizer em menos tempo, com menos esforço e com menor taxa de erro, conseguirá mais clientes e maior sucesso em um mercado que já é competitivo, mas tem tudo para se tornar ainda mais acirrado nos próximos anos.

Com isso, a perspectiva é que os advogados precisem cada vez mais de softwares jurídicos para incrementar os seus trabalhos e garantir os melhores resultados para os seus clientes.

E você, concorda ou discorda dessas afirmações? Participe do debate deixando um comentário abaixo com a sua opinião sobre o assunto!