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Economia

O que é preciso para financiar um imóvel?

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Adquirir seu próprio imóvel, seja casa ou apartamento, é um passo muito importante e que exige diversos cuidados para fechar um bom negócio. Além de ter uma imobiliária de confiança do seu lado, é preciso ainda avaliar as formas de pagamento, tipo de imóvel a ser escolhido, necessidades que devem ser consideradas, entre outros. Grande parte das pessoas, no entanto, não possuem o valor total do imóvel e muitas vezes recorrem ao financiamento para conquistarem seu sonho. Por isso, é natural que surjam dúvidas sobre como o processo funciona, mesmo que ele seja comum no Brasil. Se você faz parte desse grupo, leia esse post até o fim e entenda de uma vez por todas o que é preciso para financiar um imóvel.

Entendendo o financiamento

Como falamos, o financiamento é direcionado para aqueles que não possuem todo o valor do imóvel para desembolsar ou até mesmo preferem pagar em parcelas do que à vista. É preciso então solicitar ao banco uma análise de crédito para que ele possa avaliar seu histórico. Quando aprovado, o banco então paga para o vendedor a quantia acordada e depois de um mês, geralmente, você inicia o pagamento das parcelas a ele.

A maioria dos bancos oferecem a opção de financiamento, e eles se diferenciam com relação às condições de pagamento, taxa de juros, duração de contratos, porcentagem do valor que será financiado, entre outros. Ao analisar todas essas questões é possível encontrar a melhor opção para sua realidade e iniciar então o processo.

Estudando sobre sua vida financeira

De nada adianta você desejar adquirir um imóvel e não possuir uma vida financeira controlada. Por isso, é preciso estudar suas despesas e seus ganhos, colocando tudo na ponta do lápis, afinal, somente dessa forma será possível avaliar se você realmente pode arcar com o financiamento. Além disso, é possível ainda avaliar quais gastos você pode diminuir e até mesmo cortar, visto que de pouco em pouco é muito fácil você gastar mais do que realmente pode. Uma boa dica é criar uma conta para depositar todos os meses uma quantia fixa e também o que está parado em sua conta corrente.

Separe todos os documentos necessários

Cada banco possui uma lista de documentos necessários, mas os principais serão listados abaixo. Se você trabalha no regime CLT, é preciso apresentar além do contracheque:

  • CPF;
  • RG;
  • Certidão de nascimento;
  • Certidão de casamento (caso possuir);
  • Comprovante de endereço atualizado;
  • Carteira de trabalho;
  • Declaração do Imposto de Renda (se possuir).

No entanto, caso seja autônomo ou pessoa jurídica, a comprovação da renda é feita por meio do extrato bancário, além de exigir os seguintes documentos:

  • CPF;
  • RG;
  • Certidão conjunta de quitação de débitos relativos a tributos federais;
  • Certidão de nascimento;
  • Certidão de casamento (se possuir).

Por fim, caso você possua saldo no FGTS e deseja utilizá-lo na entrada do financiamento é necessário ter em mãos:

  • Extrato do FGTS, autenticado ou carimbado, emitido pela caixa;
  • Comprovante de endereço atualizado;
  • Carteira de trabalho;
  • Declaração do imposto de renda (se possuir);
  • Comprovante de declaração do Imposto de Renda do cônjuge (em caso de união estável ou casamento).

Todos esses documentos são necessários para que o banco avalie sua condição financeira e a capacidade de pagamento das parcelas, que não deve ser maior do que 30% da renda familiar bruta. Além disso, o banco ainda realiza uma análise de seu histórico, verificando o CPF em cadastros como o Serasa e demais fontes de consulta. Ao identificar que você é apto para arcar com o financiamento o banco inicia a aprovação, sendo que o tempo pode variar de acordo com cada instituição financeira.

A avaliação do imóvel

Ao escolher seu imóvel junto à imobiliária e o financiamento já estar aprovado, o banco irá avaliar a casa ou apartamento para confirmar o valor. Caso tudo esteja dentro do esperado, ele irá emitir o contrato para vendedor e comprador assinarem. Em seguida, é preciso realizar o registro em cartório e devolvê-lo para a agência bancária para que o vendedor receba a quantia do imóvel. Geralmente as parcelas começam após 30 dias da assinatura do contrato, podendo variar também de acordo com cada instituição.

Dicas para facilitar a aprovação do financiamento

  • Verifique seu CPF para analisar se existe restrições ou negativação, regularizando o mais rápido possível;
  • Faça seu cadastro positivo e pague todas as contas em dia;
  • Tenha uma conta no banco em que deseja solicitar o financiamento, pois assim é mais fácil para ele analisar seu histórico;
  • Cheque de tempos em tempos seu score e caso ele esteja baixo você pode realizar algumas ações para aumentá-lo.
  • Tenha em mãos todos os documentos necessários atualizados;
  • Caso seja autônomo, faça a regularização criando sua MEI.

Agora que você entendeu como funciona o financiamento e o que pode fazer para facilitar sua aprovação, já pode colocar a mão na massa e pesquisar o imóvel ideal com sua imobiliária.

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Economia

Nova Lei do Gás deverá reduzir o preço dos produtos e dar competitividade

O deputado Alceu Moreira (MDB/RS) afirmou nesta terça-feira (9), em entrevista, que o novo Marco Legal do Gás Natural será importante para reduzir o preço dos produtos e dar competitividade à indústria nacional.

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Nova Lei do Gás deverá dar competitividade à indústria brasileira

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O deputado Alceu Moreira (MDB/RS) afirmou nesta terça-feira (9), em entrevista, que o novo Marco Legal do Gás Natural será importante para reduzir o preço dos produtos e dar competitividade à indústria nacional.

Na Câmara, onde a matéria tramita, há expectativa de votação da Nova Lei do Gás em Plenário nesta quinta-feira (11). Texto original aprovado na Câmara em setembro, sem as modificações feitas pelo Senado, atendem melhor às necessidades do setor produtivo
 
Segundo o parlamentar, a matriz energética brasileira atual traz custos muito caros, os quais seriam diminuídos com a expansão do mercado de gás natural. Na configuração atual, ele explica, o preço dos produtos é impactado pela energia mais cara no processo de fabricação, o que diminui a competitividade da indústria nacional no mercado externo.
 
“É um custo [da energia utilizada] que está no produto, que será reduzido e vai mudar nossa capacidade competitiva. O custo dessa energia é muito mais barato do que o custo contínuo da energia que nós temos hoje. A indústria nacional precisa de muitos movimentos como esse para que ela possa ter competitividade no mercado internacional, mas esse é, com certeza, um passo determinante”, avalia.

Veja como aprender mais sobre:

Votação da proposta

O texto original da proposta foi aprovado na Câmara e, posteriormente, no Senado. No entanto, com a adição de nove emendas pelos senadores, a proposta voltou para apreciação dos deputados, que precisam decidir se mantém ou não a nova redação. A tendência é que a Casa rejeite as alterações do Senado. O próprio relator do texto, deputado Laercio Oliveira (PP/SE), deu parecer favorável para rejeição de todas as emendas e trabalha para obter maioria na votação marcada para esta quinta.
 
Um dos pontos de maior tensão diz respeito aos critérios de classificação de gasodutos. Pela proposta da Câmara, a ANP seria a responsável pela classificação dos dutos de transporte. No entanto, o texto aprovado pelos senadores retirou essa competência, transferindo-a para os estados. 

“Há, por exemplo, gasodutos que têm características de transporte, mas eles estão dentro de um estado e, de alguma forma, se isso for colocado na mão dos entes estaduais, há o risco de criação de riscos de mercados regionais”, avalia Bernardo Sicsú, diretor de eletricidade da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel). 

Defensores da proposta original, o que inclui o governo federal e entidades que representam os consumidores de gás, argumentam, também, que o PL aprovado no Senado dificulta o acesso de terceiros às infraestruturas essenciais da cadeia do gás, como gasodutos de escoamento, terminais e unidades de tratamento.

O texto original previa que os ofertantes de gás teriam acesso facilitado a essas estruturas, o que aumentaria a competitividade no mercado.

Marco Legal do Gás

O PL, tratado como novo marco regulatório do gás natural, tenta facilitar a construção e ampliação de gasodutos pela iniciativa privada. A ideia é que as empresas que desejem explorar o serviço precisem apenas da autorização da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Atualmente, a legislação exige a concessão (em que a empresa precisa vencer um leilão promovido pelo governo).

O texto também viabiliza a quebra do monopólio da Petrobras no setor. A estatal é responsável por 100% da importação e 80% da produção do item no País. Com essas e outras medidas, especialistas esperam que novos agentes passem a atuar no setor, aumentando a competitividade e reduzindo o preço final do gás para as empresas e o consumidor final.


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