Curta e Compartilhe!

Tecnologia

Quarentena eleva a compra de eletrônicos no Brasil

Publicado

on

A pandemia do novo coronavírus trouxe danos sanitários indiscutíveis para o Brasil. Nos aproximamos dos 200 mil mortos no país inteiro, com risco de uma segunda onda da Covid-19 estourando bem no fim do ano, época em que as pessoas tendem a se reunir para o Natal e as festas de Ano Novo. Essa situação traz uma apreensão em relação ao futuro de curto prazo, pois não se sabe o que pode acontecer.

No entanto, além dos danos sanitários, a pandemia também trouxe danos econômicos. Foram mais de 700 mil empresas fechadas e o desemprego disparando para 14,4% da população nacional, sem falar em todos os brasileiros que trabalham como informais. Praticamente nenhuma área da economia registrou crescimento de vendas, com algumas notáveis exceções. Uma delas é o setor de eletrônicos.

De acordo com dados da consultoria GFK, houve um aumento de 71% das vendas de TVs pela Internet nesta pandemia. Aparelhos de som registraram aumento de 62% em vendas, com notebooks crescendo 85%. Esses dados ajudam a mostrar que a população nacional investiu na aquisição de aparelhos que ajudaram a tornar a quarentena mais confortável e menos tediosa.

Ainda não se sabe exatamente quais os fatores motivacionais que levaram a um aumento na venda de eletrônicos, mas é possível teorizar. Afinal, a vida na quarentena não é das mais fáceis, com uma série de desafios significativos.

Um dos principais desafios é justamente o tédio. Ficar em casa, especialmente para quem está desempregado e depende do auxílio emergencial, pode ser muito difícil. Afinal, não há muito o que fazer. Uma nova televisão ou aparelho de som pode ser a fonte de entretenimento que ajuda as pessoas a cumprirem a quarentena por mais tempo e com mais cuidados.

Outro desafio significativo tem a ver com o home office. Afinal, quem conseguiu manter o emprego provavelmente está trabalhando de casa ou fez isso por algum tempo. Isso exige um equipamento um pouco melhor para poder fazer videochamadas e lidar com as demandas do trabalho. Esse tipo de demanda explica o aumento nas vendas de notebooks em uma faixa acima das TVs e aparelhos de som.

Um ponto interessante sobre o aumento de vendas de eletrônicos é que eles nunca são vendidos sozinhos. Há uma indústria completa que ganha mais movimento quando os eletrônicos sobem.

A começar pela lista de acessórios que complementam as funções dos aparelhos. Por exemplo, um aumento na venda de televisores tende a gerar um aumento na venda de painel para TV, já que esse tipo de item é necessário para poder instalar a televisão na parede.

Um aumento de venda de notebooks costuma gerar um crescimento de demanda na área de assistência técnica, por exemplo. Ainda que isso não aconteça no curto prazo, já que os computadores podem levar um tempo para dar problemas.

Até mesmo o segmento de entretenimento pode ganhar com isso. Afinal, quem comprou uma smart TV pode assinar serviços de streaming como a Netflix, Amazon Prime Video, Disney+ e outros para assistir filmes e séries.

Além disso, como o setor de eletrônicos tem alto valor agregado, esses investimentos ajudam a movimentar a economia e a deixar lojas abertas, salvando empregos.

Ainda não se sabe ao certo o que motivou o aumento de vendas de eletrônicos, mas podemos conjecturar que passar tempo em casa fez com que o brasileiros lidassem mais com as demandas do lar. Talvez a pandemia foi justamente o motivador para trocar aquela TV velha por uma nova.

Seja como for, o segmento de eletrônicos comemora e aguarda ansiosamente pela vacina para que a economia volte a funcionar normalmente, privilegiando a todos e garantindo mais empregos e investimentos.

Comentar

Comente a notícia

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Tecnologia

Como vender no Linkedin?

Fundado há 17 anos, o Linkedin é a maior rede social voltada para relacionamentos profissionais do mundo, mas será que tem como vender no Linkedin?
Pois, bem, o Linkedin tem aproximadamente 690 milhões de usuários, 43 milhões só no Brasil.
Sua missão inicial era conectar profissionais em âmbito global, para torná-los mais competitivos e bem-sucedidos.

Publicado

on

Como vender no Linkedin? Um checklist para vender no Linkedin

Mentes Blindadas no Google News
Mentes Blindadas no Facebook News

Fundado há 17 anos, o Linkedin é a maior rede social voltada para relacionamentos profissionais do mundo, mas será que tem como vender no Linkedin?

Pois, bem, o Linkedin tem aproximadamente 690 milhões de usuários, 43 milhões só no Brasil.

Sua missão inicial era conectar profissionais em âmbito global, para torná-los mais competitivos e bem-sucedidos.

A plataforma oferece conexão com profissionais e empresas de todo o mundo, marketing das empresas (perfil das empresas), marketing pessoal (perfil do profissional), cursos (conteúdos), informações do mercado de trabalho e da economia nos mais diversos segmentos, recrutamento e seleção de talentos profissionais, oportunidades de emprego em diversos portes de empresas e busca por leads para o trabalho comercial de prospecção.

Uma boa prática comercial de prospecção, por exemplo, é buscar no linkedin informações sobre preferências, tendências e até mesmo o nome da pessoa responsável a ser abordada, de uma determinada empresa (o “tomador de decisão”).

Mas e se o propósito for vender, pode?

Sim, claro que pode. Há uma ferramenta própria para isto dentro da plataforma, o Sales Navigator, que conecta compradores a vendedores (ferramenta paga, com o preço de R$ 239,99 mensais).

Mas temos que entender o contexto antes de traçar uma estratégia demasiadamente agressiva e invasiva.

O ambiente é totalmente profissional, o maior destaque se dá entre as empresas de grande porte, portanto o recomendado é que sigamos os padrões de etiqueta profissional do corporativo.

O ambiente é o B2B (empresa vendendo para empresa)

Se o objetivo for a venda B2C (empresa para consumidor final), este não é o ambiente mais apropriado.

O motivo é bem simples, o Linkedin é um ambiente de trabalho, onde os profissionais estão ali representando as empresas onde trabalham, tratando de assuntos profissionais e não pessoais. Eles não estão ali para fazerem compras pessoais.

Precisamos respeitar tanto os profissionais quanto o ambiente, ok?

A plataforma já deixou de servir apenas para procurar emprego há tempo. Claro que existem desempregados na rede em busca de networking e vagas, sendo um pilar importante de cursos como o Profissão HomeOffice, porém a plataforma passou a ter um propósito muito mais focado no compartilhamento de conteúdo e experiências.

No ambiente B2B também abordaremos pessoas, profissionais em expediente de trabalho, porém oferecemos produtos e/ou serviços que melhorem as condições atuais das empresas em que eles trabalham.

Oferecemos vantagens, onde o profissional abordado precisará perceber valor naquilo que oferecemos.

Precisará enxergar, dentro da nossa storytelling (técnica de marketing que descreve a história sobre o produto ou serviço que estamos anunciando), um momento futuro, imaginando a utilização prática daquilo que estamos ofertando e percebendo os benefícios que ele e sua empresa irão usufruir.

Entende?

O ambiente é profissional e estamos ali, como consultores comerciais, para oferecer a melhor solução para a empresa que o nosso interlocutor trabalha.

Somos solucionadores de problemas, agentes que transformam dores em desejos realizados, medos e sonhos realizados.

A abordagem é sutil e atrativa, simples e objetiva, segura e precisa.

Para executar a melhor estratégia de abordagem, é necessário cumprir com todas as peculiaridades de um eficiente processo comercial (matéria vasta que podemos tratar em outra ocasião).

Sem entrar no tema processo comercial, apenas dando um alerta, este não é um ambiente para representarmos qualquer empresa, qualquer produto e utilizando qualquer argumento.

Nossos interlocutores são altamente profissionais, treinados, capacitados para tomar as melhores decisões de compra e/ou parceria e só o farão se realmente a nossa empresa for boa, o nosso produto ou serviço for bom, a nossa proposta for boa e, principalmente, se de fato irá contribuir com a melhoria da empresa que ele representa.

Podemos até ordenar um checklist para isso!

Checklist de como vender no Linkedin:

  1. Sua empresa, ou a empresa que representa, tem condições de atender uma grande empresa?
  • O perfil da sua empresa e o seu perfil do Linkedin são bem feitos, bem apresentados e causam boa impressão (está dentro do padrão corporativo)?
  • O que tem para vender agregará valor, de verdade, à empresa compradora?
  • Seu produto ou serviço é realmente bom? Você compraria se estivesse no lugar do seu interlocutor? Por qual(is) motivo(s)?
  • Você estudou bastante a empresa e a pessoa que você vai abordar?
  • Como você irá causar uma transformação positiva para o seu interlocutor e/ou para a empresa que ele representa com o seu produto ou serviço (qual a dor e/ou o medo que você solucionará e transformará em desejo e/ou sonho realizados)?
  • Caso tenha um superior imediato, já debateu com ele a melhor estratégia de abordagem (pode ser com o seu sócio ou com a sua equipe, dependendo do seu projeto)?
  • Revise quantas vezes for preciso o seu script de abordagem, se certificando que ele é simples, objetivo e curto. Você não vai vender seu produto logo na abordagem, o seu objetivo inicial é agendar uma reunião para apresentação do seu projeto, produto ou serviço.

Dicas de ouro para vender no Linkedin:

  1. Neste ambiente não basta ser um simples vendedor, aqui “o buraco é mais embaixo”.

Aqui temos que ser consultores comerciais, autoridades no assunto, conhecedores engajados e repletos de informações relevantes para compartilhar com nossos clientes.

O ambiente é profissional e nós somos profissionais altamente qualificados.

  • Foco, simplicidade, objetividade e firmeza (segurança) nas conversas.
  • Assim que possível, pegue o telefone do interlocutor.

O ideal é criarmos conexão com ele, de preferência agendando uma reunião presencial.

Estamos o interrompendo e pedindo algo a ele sim, uma reunião. Mas o intuito é ajudá-lo,e entregá-lo algo que ele ainda não tem e que irá ajudá-lo de alguma forma, agregaremos valor.

  • O tratamento é de igual para igual. Partiremos sempre do princípio de que ele é um excelente profissional e nós também somos.

Sempre com respeito e educação, mas em mesmo pé de igualdade.

  • Se possível, utilizamos a ferramenta Sales Navigator, “joguemos com a regra debaixo do braço”. Assim ninguém questionará a nossa ética.

Reflita sobre os Números do Linkedin:

– 2003, o ano em que foi criado.

– 2011, ano em que chegou ao Brasil.

– 690 milhões de usuários no mundo.

– 43 milhões de usuários no Brasil.

– 100 mil novos perfis por semana.

– 2 milhões de posts, vídeos e artigos no feed da plataforma a cada dia.

– 4 milhões de empregos foram concretizados via Linkedin.

– US$ 26,2 bilhões foi o valor pago pela Microsoft , em 2016, para comprar o Linkedin. (fonte: Isto é Dinheiro, matéria de 22/05/2020)


Mentes Blindadas no Google News
Mentes Blindadas no Facebook News
Continuar lendo

TECNOLOGIA

CONHECIMENTO

NOTÍCIAS POPULARES