A pandemia de coronavírus está em desaceleração no Brasil, mas o país ainda é o terceiro em número de casos e o segundo com a maior quantidade de mortes no mundo. A conclusão é do boletim epidemiológico semanal do Ministério da Saúde, com dados do dia 6 a 12 de setembro.

Nesta semana analisada, o Brasil teve 192.687 novos diagnósticos para a Covid-19, queda de 30% em relação à semana anterior. Até o dia 12, o país tinha 4.382.263 casos confirmados, atrás dos Estados Unidos, com mais de 6,5 milhões, e da Índia, com 5,1 milhões registros.

No mesmo período, o número de vidas perdidas foi 5.007, com redução de 13% na comparação com a semana anterior. No dia 12, o Brasil tinha 133.119 mortos pela doença, atrás dos Estados Unidos, com mais de 194 mil vítimas fatais.

O secretário de Vigilância em Saúde do ministério, Arnaldo Medeiros, participou de uma entrevista coletiva nessa quinta-feira. Ele foi cauteloso ao comentar os números e preferiu não fazer previsões para o próximo boletim.

A desaceleração da pandemia ocorreu nas cinco regiões do país. O boletim semanal mostra que o número de casos novos na semana de 6 a 12 de setembro ficou estável no Distrito Federal e em três estados: Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Piauí. Todos os outros estados registraram redução.

Já a quantidade de mortes naquela semana ficou estável no Rio Grande do Sul e aumentou em cinco estados: Minas Gerais, Pernambuco, Rondônia, Roraima e Sergipe. Nos demais estados e no Distrito Federal, houve redução do número de mortes na comparação com a semana anterior.

O boletim mostrou que, desde o começo da pandemia, 307 mil profissionais de saúde testaram positivo e 289 deles morreram no país por causa da Covid-19. Entre eles, 97 técnicos ou auxiliares de enfermagem, 58 médicos e 36 enfermeiros.

O secretário Arnaldo Medeiros destacou a importância dos profissionais que fazem do Sistema Único de Saúde brasileiro uma referência mundial.

Nessa quinta-feira, o país teve 36.303 novos casos da Covid-19 e 829 mortes causadas pela doença. Ao todo, 4,455 milhões pessoas tiveram diagnóstico positivo e 134.935 perderam a luta contra o coronavírus.